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Professor não é apenas transmissor de conhecimento: a importância social da profissão docente
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Professor não é apenas transmissor de conhecimento: a importância social da profissão docente

a importância social da profissão docente

Por Douglas Silvano — Professor de Educação Física — CREF nº 040024-G/SC

A profissão docente possui uma importância que ultrapassa os conteúdos apresentados durante as aulas.

Ensinar envolve transmitir conhecimentos, mas também orientar a aprendizagem, estimular o pensamento crítico, desenvolver a autonomia e contribuir para a formação de cidadãos.

Como professor de Educação Física, acredito que compreender a dimensão social do magistério é fundamental para reconhecer a complexidade dessa atividade.

O professor não deve ser visto apenas como alguém responsável por explicar disciplinas e aplicar avaliações, mas como um profissional que participa diretamente da formação humana e intelectual das novas gerações.

A importância social da profissão docente vai além da sala de aula

A educação exerce influência sobre diferentes dimensões da sociedade. Os conhecimentos desenvolvidos nas instituições de ensino contribuem para a formação profissional, a participação cidadã e a capacidade de compreender questões sociais, culturais e econômicas.

Nesse processo, o professor desempenha uma função essencial, pois organiza situações de aprendizagem e orienta os estudantes na construção de conhecimentos.

Entretanto, considero que a importância social da profissão docente nem sempre recebe o reconhecimento adequado. Existe uma tendência de reduzir o trabalho do professor ao período em que ele permanece diante dos alunos, explicando conteúdos e conduzindo atividades.

Essa interpretação desconsidera o planejamento, a avaliação, o acompanhamento das dificuldades e as decisões pedagógicas necessárias para desenvolver o ensino.

A própria legislação brasileira apresenta uma compreensão mais abrangente da profissão. O artigo 13 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996) estabelece responsabilidades que incluem participar da elaboração da proposta pedagógica, zelar pela aprendizagem, desenvolver estratégias de recuperação e colaborar com a aproximação entre escola, famílias e comunidade.

Na minha visão, essas atribuições demonstram que o trabalho docente não pode ser resumido à apresentação de informações. Ensinar exige conhecimento especializado, capacidade de planejamento e responsabilidade com o desenvolvimento dos estudantes.

Ensinar não é apenas transmitir informações, mas construir aprendizagem

Durante muito tempo, o professor foi frequentemente associado à figura de alguém que detinha o conhecimento e precisava transmiti-lo aos estudantes.

Embora a explicação dos conteúdos continue sendo parte indispensável do ensino, considero que a aprendizagem envolve processos mais complexos.

O estudante precisa compreender conceitos, estabelecer relações, formular perguntas e desenvolver condições para utilizar os conhecimentos adquiridos. Nesse contexto, o professor atua como mediador pedagógico, selecionando estratégias adequadas aos objetivos educacionais e às características de cada turma.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reconhece a importância do desenvolvimento de competências relacionadas ao conhecimento, ao pensamento crítico, à comunicação, à argumentação e à responsabilidade. Essas dimensões reforçam uma compreensão da educação que não se limita à memorização de informações.

O papel da mediação pedagógica no desenvolvimento dos estudantes

Acredito que uma boa prática pedagógica precisa combinar explicações consistentes, atividades planejadas e oportunidades para que os estudantes participem da construção de seu aprendizado.

O professor deve identificar conhecimentos prévios, reconhecer dificuldades e propor situações que estimulem a compreensão. Em determinadas circunstâncias, uma exposição oral pode ser a estratégia mais adequada.

Em outras, pesquisas, debates, experiências práticas e atividades coletivas podem contribuir para alcançar os objetivos estabelecidos.

Não considero correto estabelecer uma oposição entre métodos tradicionais e inovadores como se apenas uma abordagem fosse capaz de produzir aprendizagem. A qualidade do trabalho depende da utilização consciente das estratégias pedagógicas, sempre fundamentadas nos conhecimentos profissionais e nas necessidades dos estudantes.

A formação cidadã também faz parte das responsabilidades educacionais

Uma escola comprometida com a aprendizagem precisa ensinar conhecimentos acadêmicos, mas também oferecer oportunidades para que crianças e adolescentes compreendam direitos, deveres e responsabilidades relacionados à convivência social.

Acredito que a formação cidadã acontece quando os estudantes desenvolvem capacidade de argumentar, respeitar opiniões diferentes e analisar informações de maneira crítica. Essas habilidades são relevantes para a participação em diferentes espaços da sociedade, incluindo o ambiente profissional, familiar e comunitário.

O artigo 205 da Constituição Federal de 1988 estabelece que a educação deve promover o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Essa definição demonstra que a formação educacional não possui uma finalidade exclusivamente profissional. O conhecimento também precisa contribuir para que as pessoas compreendam o funcionamento da sociedade e possam participar conscientemente das decisões que influenciam suas vidas.

O pensamento crítico precisa ser desenvolvido com responsabilidade

Na minha avaliação, estimular o pensamento crítico não significa orientar os estudantes a concordar com determinadas opiniões. Significa oferecer conhecimentos e ferramentas para que possam analisar argumentos, reconhecer evidências e construir suas próprias interpretações.

O professor possui uma responsabilidade importante nesse processo, pois precisa apresentar informações de maneira fundamentada e criar condições para o debate respeitoso.

A formação cidadã exige pluralidade, compromisso com os fatos e reconhecimento das diferentes perspectivas existentes na sociedade. O ambiente escolar deve proporcionar oportunidades para aprender a discordar sem desrespeitar, questionar sem agredir e defender ideias sem abandonar a responsabilidade intelectual.

O professor também participa da construção das relações humanas

A convivência escolar representa uma dimensão importante da formação de crianças e adolescentes. Durante sua trajetória educacional, os estudantes estabelecem amizades, enfrentam conflitos, desenvolvem responsabilidades e aprendem a participar de diferentes grupos.

Nesse contexto, considero que a atuação docente também possui uma dimensão humana. A maneira como os professores organizam as atividades, estabelecem regras e conduzem situações de convivência pode contribuir para desenvolver atitudes relacionadas ao respeito e à responsabilidade coletiva.

A BNCC contempla competências relacionadas à empatia, à cooperação, ao autoconhecimento e à cidadania, reconhecendo que essas aprendizagens também fazem parte da formação educacional.

Entretanto, acredito que precisamos evitar uma interpretação equivocada dessa responsabilidade. O professor não deve ser transformado em psicólogo, assistente social ou responsável exclusivo pela solução de problemas familiares e emocionais dos estudantes.

Acolher não significa assumir responsabilidades de outros profissionais

O acolhimento pedagógico envolve estabelecer relações respeitosas, reconhecer dificuldades e orientar os estudantes dentro das atribuições da escola. Situações que exigem atendimento especializado precisam contar com os serviços e profissionais competentes.

A Lei nº 13.935/2019 prevê serviços de psicologia e serviço social nas redes públicas de educação básica, por meio de equipes multiprofissionais.

Na minha visão, essa legislação reforça a importância do trabalho integrado. A escola precisa reconhecer as necessidades humanas dos estudantes sem transferir aos professores responsabilidades para as quais não possuem atribuição ou formação específica.

A atuação docente pode contribuir para reduzir barreiras educacionais

As escolas brasileiras atendem estudantes que apresentam diferentes condições sociais, econômicas e culturais. Essas diferenças influenciam as oportunidades de aprendizagem e precisam ser consideradas no planejamento das atividades pedagógicas.

Acredito que um dos aspectos mais relevantes da função social do professor está na capacidade de reconhecer essas diferenças sem transformar a realidade de origem dos estudantes em uma definição antecipada de suas possibilidades.

Um aluno que enfrenta dificuldades de aprendizagem precisa encontrar oportunidades de acompanhamento e desenvolvimento. Entretanto, o trabalho docente depende de recursos, tempo de planejamento e apoio institucional para responder adequadamente a essas necessidades.

A escola pública pode contribuir para ampliar oportunidades, mas não consegue eliminar sozinha desigualdades relacionadas à renda, à moradia, à saúde ou ao acesso a serviços essenciais.

Inclusão exige conhecimento e condições adequadas de trabalho

Considero importante que a inclusão seja compreendida como uma responsabilidade institucional e não apenas como resultado da disposição individual de cada professor.

O desenvolvimento de estratégias pedagógicas inclusivas pode exigir formação específica, materiais adaptados, acessibilidade e participação de diferentes profissionais.

Na minha avaliação, reconhecer a importância social da docência também significa oferecer condições para que os educadores consigam atender às necessidades dos estudantes de maneira responsável.

Não podemos exigir práticas inclusivas consistentes sem considerar as condições de funcionamento das instituições e as responsabilidades das redes de ensino.

A Educação Física demonstra que ensinar envolve diferentes dimensões da formação

Como professor de Educação Física, considero que minha área oferece exemplos importantes sobre a amplitude do trabalho docente. A aprendizagem não acontece exclusivamente por meio da leitura, da escrita ou da resolução de exercícios, mas também através de experiências corporais, culturais e coletivas.

A Educação Física integra a área de Linguagens na organização da BNCC para o ensino médio e contempla conhecimentos relacionados às práticas corporais, ao movimento e às diferentes manifestações da cultura corporal.

Durante uma atividade esportiva, por exemplo, os estudantes podem desenvolver conhecimentos técnicos e compreender regras, estratégias e características das modalidades. Entretanto, também existem oportunidades para trabalhar comunicação, cooperação e respeito às diferenças.

O voleibol permite observar essa relação com clareza. Uma equipe precisa organizar suas ações coletivamente, compreender responsabilidades individuais e estabelecer formas de comunicação durante as atividades.

O esporte educacional precisa ultrapassar os resultados competitivos

Acredito que o ensino das práticas esportivas não deve estar limitado à identificação dos estudantes que apresentam maior desempenho físico ou técnico. A Educação Física escolar possui objetivos educacionais que precisam contemplar diferentes capacidades e interesses.

Isso não significa abandonar o ensino dos fundamentos das modalidades ou desconsiderar a importância das competições. Significa compreender que essas experiências precisam estar integradas a uma proposta pedagógica mais ampla.

Na minha visão, a atuação do professor é fundamental para transformar as atividades em oportunidades de aprendizagem, evitando situações de exclusão e garantindo que os conhecimentos desenvolvidos estejam relacionados à formação dos estudantes.

Esse exemplo demonstra que o trabalho docente envolve decisões profissionais que ultrapassam a simples apresentação de conteúdos.

Tecnologia e acesso à informação não substituem o papel do professor

O desenvolvimento das tecnologias digitais ampliou significativamente as possibilidades de acesso ao conhecimento. Atualmente, estudantes conseguem consultar livros, vídeos, plataformas educacionais e diferentes fontes de informação por meio da internet.

Entretanto, considero equivocado imaginar que a disponibilidade dessas ferramentas torna a profissão docente menos necessária. Ter acesso a uma informação não significa compreender seu significado, identificar sua confiabilidade ou saber utilizá-la adequadamente.

O professor participa justamente desse processo de organização e aprofundamento do conhecimento. Cabe ao trabalho pedagógico selecionar estratégias, orientar pesquisas, acompanhar dificuldades e desenvolver condições para que os estudantes utilizem as informações de maneira responsável.

O Relatório Global de Monitoramento da Educação de 2023, publicado pela UNESCO, destaca a necessidade de avaliar o uso das tecnologias educacionais considerando sua efetividade, suas limitações e a importância das relações humanas no processo de ensino.

A função docente se transforma, mas permanece essencial

Na minha avaliação, a evolução tecnológica não deve ser interpretada como uma disputa entre professores e ferramentas digitais.

Os recursos podem contribuir para o planejamento, a apresentação de conteúdos e o desenvolvimento de atividades. Entretanto, sua utilização precisa estar associada aos objetivos educacionais e ao acompanhamento profissional.

A capacidade de compreender dificuldades individuais, adaptar estratégias e avaliar a aprendizagem exige decisões pedagógicas que continuam sendo fundamentais.

Por isso, acredito que o desafio não está em substituir o professor pela tecnologia, mas em oferecer formação e condições para que os profissionais possam utilizar novos recursos de maneira adequada.

Reconhecimento social e valorização profissional precisam caminhar juntos

Apesar da importância atribuída à educação, pesquisas indicam que muitos professores não percebem o devido reconhecimento social de sua profissão.

Segundo a Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis) de 2024, divulgada pela OCDE em outubro de 2025, apenas 14% dos professores brasileiros dos anos finais do ensino fundamental pesquisados concordaram que a profissão docente é valorizada pela sociedade.

O resultado representa a percepção dos profissionais participantes da pesquisa e não deve ser interpretado como uma medida direta da opinião de toda a população brasileira.

Entretanto, considero que esse indicador merece atenção. Existe uma diferença entre reconhecer publicamente a importância dos professores e oferecer condições compatíveis com as responsabilidades que exercem.

O Relatório Global sobre Professores de 2024, publicado pela UNESCO, também destaca a necessidade de fortalecer a profissão por meio de formação, apoio institucional, condições adequadas de trabalho e participação nas decisões educacionais.

Reconhecer a importância do professor exige medidas concretas

Na minha visão, o respeito à profissão docente precisa aparecer na organização das instituições de ensino, nas políticas de carreira e na maneira como os profissionais participam do planejamento educacional.

A valorização não deve ser confundida com a ausência de responsabilidades ou de avaliação profissional. Professores precisam desenvolver suas atividades com compromisso, atualização e respeito aos objetivos educacionais.

Entretanto, considero que essas exigências precisam estar acompanhadas de recursos, formação e condições adequadas para o exercício do magistério.

Uma sociedade que reconhece a importância de seus educadores também precisa considerar quais condições oferece para que desenvolvam seu trabalho.

A responsabilidade social do professor não pode justificar a sobrecarga profissional

A amplitude da função docente também exige uma discussão sobre seus limites. Quando a sociedade reconhece que o professor participa da formação humana, existe o risco de atribuir a ele responsabilidades que pertencem às famílias, aos gestores e a outros serviços públicos.

Considero importante deixar claro que reconhecer a dimensão social do magistério não significa exigir disponibilidade permanente ou transformar os educadores em responsáveis por todos os problemas enfrentados pelos estudantes.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional estabelece atribuições específicas para os docentes, mas também define responsabilidades para os estabelecimentos de ensino e para os sistemas educacionais.

Esse compartilhamento é necessário porque a aprendizagem depende de condições pedagógicas, administrativas e sociais que ultrapassam a atuação individual de um profissional.

A educação depende de responsabilidades compartilhadas

Acredito que professores, gestores, famílias e poder público possuem contribuições diferentes para o desenvolvimento educacional.

A escola deve garantir condições adequadas de ensino, enquanto as redes educacionais precisam organizar recursos, políticas de formação e mecanismos de acompanhamento.

As famílias também participam da trajetória dos estudantes, conforme suas possibilidades e responsabilidades legais. Já situações relacionadas à saúde e à proteção social podem exigir atuação de serviços especializados.

Na minha avaliação, compreender esses limites representa uma forma de respeitar a profissão docente, evitando que o reconhecimento de sua importância seja utilizado para justificar exigências desproporcionais.

O valor de um professor também está naquilo que a sociedade aprende

A importância social da profissão docente não pode ser medida exclusivamente pela quantidade de conteúdos apresentados, pelo número de avaliações aplicadas ou pelos resultados obtidos ao final de um período letivo.

Acredito que ensinar significa participar de um processo mais amplo de desenvolvimento intelectual e humano, no qual os estudantes constroem conhecimentos e aprendem a compreender diferentes situações da sociedade.

Isso não diminui a importância dos conteúdos curriculares. Pelo contrário, considero que uma formação consistente depende de conhecimentos sólidos, organizados por profissionais preparados para desenvolver estratégias adequadas de aprendizagem.

Entretanto, a profissão também envolve responsabilidades relacionadas à orientação pedagógica, à convivência, à inclusão e ao desenvolvimento da autonomia dos estudantes.

O professor contribui para que crianças e adolescentes compreendam informações, desenvolvam argumentos e reconheçam a importância do conhecimento em suas decisões.

Também considero necessário reconhecer que os efeitos do trabalho docente não acontecem de maneira isolada. A formação dos estudantes depende de diferentes experiências e condições sociais, sendo inadequado atribuir exclusivamente aos professores os resultados alcançados.

Na minha visão, valorizar a profissão significa compreender essa complexidade e oferecer condições para que suas responsabilidades sejam exercidas adequadamente.

O reconhecimento social precisa estar acompanhado de políticas públicas que garantam formação, recursos pedagógicos, participação profissional e organização institucional.

Como professor de Educação Física, entendo que o ensino possui diferentes formas de expressão e que cada área do conhecimento contribui com experiências específicas para a formação humana.

A leitura, a ciência, a matemática, as artes e as práticas corporais integram um conjunto de oportunidades que permitem aos estudantes desenvolver capacidades e ampliar suas perspectivas.

O professor não é apenas um transmissor de conhecimento porque sua função envolve criar condições para que o conhecimento seja compreendido, questionado e utilizado de maneira responsável.

Esse papel exige preparação, compromisso profissional e reconhecimento das responsabilidades compartilhadas no processo educacional.

Acredito que uma sociedade comprometida com a qualidade da educação precisa reconhecer não apenas aquilo que os professores ensinam, mas também a importância das condições que permitem realizar esse trabalho.

O futuro da educação depende de políticas consistentes, instituições preparadas e profissionais valorizados. Reconhecer a dimensão social da docência representa um passo importante para compreender que a escola não forma apenas estudantes capazes de responder avaliações, mas pessoas que precisarão participar, conviver e tomar decisões ao longo da vida.

Artigo de opinião — Douglas Silvano — CREF nº 040024-G/SC

Douglas Silvano é professor de Educação Física em Sombrio, Santa Catarina, e atua em iniciativas relacionadas a políticas públicas, à educação e ao desenvolvimento do esporte.

Créditos da imagem: https://www.pexels.com/pt-br/foto/relacao-relacionamento-escola-borrao-8419206/

Vitória Mendes Albuquerque

Especialista em educação linguística. Avalio e recomendo cursos de inglês com base em minha experiência e conhecimento aprofundado. Buscando oferecer análises claras e práticas para ajudar você a encontrar o curso certo e alcançar seus objetivos no aprendizado de inglês.

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